Uma reflexão sobre "Animação Cultural" de Vilém Flusser
Continuo a discussão abrindo uma ressalva as palavras da colega Mesa Redonda:temo que limitar a cultura à responsabilidade apenas dos objetos se trate de uma banalização da mesma.Acredito, assim como vocês, que os objetos foram ao longo da história da humanidade limitados a exercer uma função prática, o que os desvaloriza e os constrange, frente a tamanha complexidade que possuem.Também sou conivente à sua causa quando se procura relativizar a relação criador/criação, retirando da humanidade o título de legislador de todos os objetos, que os criam e os dão significação.
A cultura, no entanto, é fruto da relação dos homens e objetos, que se ressignificam todo o tempo, tendo em vista a mudança de pensamento de ambos e a dependência que desenvolveram um pelo outro (assim, o mesmo objeto pode oferecer diferentes simbologias em diferentes meios).Levando isso em consideração, proponho não uma revolução que busque inverter o atual cenário e subjugar os humanos aos objetos, como já em curso pelos colegas Celulares e Computadores, além dos Roteadores WI-FI, mas sim nivelar as diferentes partes e promover equidade.
A cultura, no entanto, é fruto da relação dos homens e objetos, que se ressignificam todo o tempo, tendo em vista a mudança de pensamento de ambos e a dependência que desenvolveram um pelo outro (assim, o mesmo objeto pode oferecer diferentes simbologias em diferentes meios).Levando isso em consideração, proponho não uma revolução que busque inverter o atual cenário e subjugar os humanos aos objetos, como já em curso pelos colegas Celulares e Computadores, além dos Roteadores WI-FI, mas sim nivelar as diferentes partes e promover equidade.
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