Entrevista em Diamantina

Entrevistador: Raul Hirsch
Colaboradora: Carolina Mazzieiro
A entrevista foi realizada no centro da cidade de Diamantina, na região onde
ocorre a Vesperata.O entrevistado possuía algum conhecimento da história da
cidade e de sua atual situação, apontando alguns problemas e propondo
mudanças.Ele destaca, sobretudo, o enfraquecimento do carnaval, que tem
sido ofuscado pelo crescimento da festa em Belo Horizonte e outras cidades
próximas e a carência de estruturas que promovam a cultura, como oficinas e
teatros.
Entrevista:
Pergunta: Você nasceu em Diamantina, estudou e é morador daqui?
Resposta: Sim.
Pergunta: Você conhece a história da cidade?
Resposta: Conheço, a cidade foi fundada em 1771 e elevada a condição de
vila em 1838.Depois disso tem a história de Chica da Silva, a história de JK...
Pergunta: Mais especificamente sobre a Casa da Glória, você conhece esse
espaço? Já visitou?
Resposta: Sim, conheço e já visitei. Lá foi o convento das Irmãs Vicentinas e
eu já estive lá também porquê eu sou Vicentino.
Pergunta: O senhor mora aqui no centro da cidade?
Resposta: Não, eu moro na Penápolis. Fica pra lá da casa da Chica da Silva.
Pergunta: Como é a relação com seus vizinhos e a questão da coletividade?
Muito boa. Eu conheço e converso com várias pessoas aqui de Diamantina.
Pergunta: O que você faz no seu tempo livre aqui na cidade como opção de
lazer ou descanso?
Resposta: De noite eu costumo rezar minha novena, que eu sou devoto de
São Miguel Arcanjo. Sempre que tem eu venho na Vesperata, gosto muito da
Vesperata.
Pergunta: Você sente falta de alguma atividade ou opção de lazer?
Eu sinto mais falta do carnaval, porquê eu sou doido com carnaval. Esse ano
eu fantasiei de Garfield e foi um sucesso, meu filho. Eu acho que o carnaval

tem que ser muito divulgado aqui, porquê tem muita gente indo pra BH.E o
carnaval trás emprego pra cidade, trás investimento.
Pergunta: (Sobre o espaço escolhido pelo grupo dentro da Casa da Glória)
Você conhece o espaço? Acha que ele está sendo bem utilizado?
Resposta: Conheço, já vi ele. Eu acho que ali dava pra fazer um teatro
imenso, pra 5-10 mil pessoas, porquê o daqui não cabe.
Pergunta: Se fossem oferecidas oficinas, por exemplo de artesanato, na Casa
da Glória, você as frequentaria?
Resposta: Eu frequentaria. Eu queria fazer oficina de pintura, pintar aqueles
quadros igual Picasso, Michelangelo.

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